Observando os passantes podemos refletir sobre nós mesmos. Agindo naturalmente, sem medo de câmeras, sem saber que está num Big Brother de outrem, podemos perceber que as pessoas são diferentes, mas muito parecidas. Todas se olhando, todas caminhando com algum objetivo. É interessante como nós no olhamos. Sozinhos, comentamos com nós mesmos sobre o próximo. Por exemplo, aquela mulher que acabou de passar na minha frente. Olhou pra mim, olhei pra ela.
Microssegundos de observação e provavelmente inúmeras linhas de pensamento podem surgir. Provavelmente me viu sentado aqui e inventou uma história sobre minha pessoa. Não sei. Mas eu, certamente, inventei. Gosto de fazer isso. Ela se chama Júlia, é estudante de artes cênicas do 5º período. Gosta de sair de noite e dançar house. Odeia micaretas, embora tenha ido em uma este mês. Conheceu um rapaz. Playboyzinho da barra. Ficaram, transaram a noite toda. Não se ligaram no dia seguinte, nem na semana seguinte. Júlia seguiu com sua vida.
E eu com a minha.
Vai. Mas volta.
Há 11 anos
2 comentários:
Geralmente qdo me olham acho q meu cabelo tá em pé, o dente sujo e o zíper aberto huahua
Normalmente eu sou uma pessoa super extrovertida e cara de pau. Mas quando alguém me encara (mesmo quando conheço), me revelo mega tímida. Mecho no cabelo, faço caras e bocas e, de preferência, nunca olho nos olhos! Tudo na tentativa de disfarçar minha presença. O pior é quando essa pessoa é um homem. Penso logo: Será que ele é um tarado, gente?! Aham, paranóica. Preciso relaxar! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
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